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Teoria Feminista: da margem ao centro

S. Silva

2021 · DOI: 10.31560/2595-3206.2020.11.11632
Revista Brasileira de Estudos da Homocultura · 50 Citations

Abstract

O livro “Teoria feminista da margem ao centro”, escrito pela ativista norte americana bell hooks em 1952 e publicado no Brasil em 2019, tem ênfase na interseccionalidade da luta feminista, através de uma série de reflexões sobre questões de raça, classe e sexualidade, traz luz a necessidade e propõem caminhos para construir um movimento feminista verdadeiramente inclusivo e revolucionário. A autora, enquanto mulher negra ativista dos movimentos sobre gênero e raça de meados do século XX, assegura que nos EUA, o movimento feminista jamais foi protagonizado por mulheres negras. Isso causou por muito tempo uma narrativa totalmente centrada na realidade vivida por mulheres brancas e ricas que detinham uma série de privilégios sociais, mas que estavam condenadas ao confinamento doméstico. A estrutura social estadunidense foi moldada de acordo com a supremacia branca, isso afetou diretamente o movimento feminista da época, que subestimava a hierarquização racial como modos operandi da realidade capitalista e sexista. Um dos pressupostos do feminismo naquele tempo era a ideia de que todas as mulheres eram igualmente oprimidas, no entanto, isso desconsiderava uma seria de peculiaridades que atravessavam a vida de mulheres negras e operárias no interior de uma sociedade desigual. A autora nos traz que a opressão pressupõe a falta de opção e isso por vezes não era o que acontecia em relações sexistas. Mulheres podiam fazer escolhas (boas ou más), assim, termos como discriminação ou exploração, descreveriam melhor a realidade comum da mulher estadunidense. A sustentação de uma opressão comum, segundo hooks,