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rio chamado tempo, uma casa chamada terra

Adriano Versiani Pinto

2023 · DOI: 10.47456/e-2023340101
Revista Ágora · 0 Citations

Abstract

A proposta do artigo é a análise do livro Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra, de autoria de Mia Couto, tendo por problema a apreciação em duas dimensões: a face ética da morte e da relação entre homem e natureza, mediante análise bibliográfica, com recurso da hermenêutica. O exercício da mímesis não guarda relação com o falso, embora não esteja relacionado diretamente com a realidade com o conceito de verdade como totalidade. Justamente por isso, buscar a resolução de ambos os problemas acaba por colocar a pessoa diante da tarefa histórico-filosófica, já que a obra de arte, como afirma Luiz Costa Lima1, para dialogar com o interlocutor, guarda em si o verossímil. A linguagem romanesca é criadora de um mundo ficcional que, embora não exista no plano físico, contribui para perquirir em busca de uma ética que nos ajuda a compreender o mundo que nos circunda.