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RETINOBLASTOMA NA INFÂNCIA: O QUE DIZ O ESTADO DA ARTE ACERCA DA REPERCUSSÃO DO TRATAMENTO?

Leonardo Magela Lopes Matoso

2025 · DOI: 10.22169/revsed.v18n29.1452
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Abstract

O retinoblastoma (RB) é o tumor intraocular primário maligno mais comum da infância, que acomete crianças na faixa etária de dois a cinco anos de idade, podendo afetar bebês com menos de 1 ano de vida. O reflexo do olho branco, também conhecido como leucocoria, é o sinal mais comum, seguido pelo estrabismo. Nesse processo de descoberta oncológica infantojuvenil, uma série de situações ocorre na vida das crianças e de seus familiares. É com base nessas nuances que essa revisão narrativa objetivou revisar publicações acerca das repercussões do tratamento do RB na infância. Para alcançar esse objetivo, foi realizada uma revisão narrativa nos moldes descritivos, exploratórios e qualitativos, adotando como base de dados a Scientific Electronic Library Online (SciELO), a Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e o PubMed. Buscou-se abordar artigos dos últimos cinco anos e captou-se como corpus para esse estudo nove artigos. Diante da pesquisa, evidenciou-se, de forma sucinta, que o diagnóstico e o tratamento do RB são eficazes na vida da criança, trazendo 95% de chances de cura se realizados precocemente. No entanto, as repercussões desse processo podem causar uma série de situações na criança, como medo, angústia, distanciamento das atividades lúdicas, evasão escolar, medo ao perceber a fragilidade dos pais, entre outras situações mais clínicas, ligadas ao tratamento, como inchaço ao redor do olho, descolamento da retina, sangramento intraocular, enfraquecimento dos músculos que movem o olho, queda da pálpebra e perda de cílios. Além disso, os cuidadores também estão envolvidos em um misto de sentimentos que podem fragilizar a relação criança/cuidador, necessitando de uma atuação efetiva da equipe de saúde com o intuito de oferecer suporte, acompanhamento e orientação.

Palavras-chave: retinoblastoma; infância; tratamento; impacto.

Abstract

Retinoblastoma (RB) is the most common malignant primary intraocular tumor of childhood, affecting children between the ages of two and five, and sometimes manifesting in babies under the age of one. The white eye reflex, also known as leukocoria, is the most common sign, followed by strabismus. The process of discovering cancer in children and adolescents involves a series of situations in the lives of the affected children and their families. This narrative review sought to examine the extant literature on the consequences of RB treatment in childhood. To this end, a narrative review was conducted using the Scientific Electronic Library Online (SciELO), Latin American and Caribbean Health Sciences Literature, and PubMed as databases. The search was limited to articles from the last five years, and nine articles were selected for the present study. The findings of this study indicated that the diagnosis and treatment of RB in children are effective, with a 95% probability of a positive outcome if administered promptly. However, the repercussions of this process can cause a series of situations for the child, such as fear, anguish, distancing from play activities, school dropout, fear when realizing the fragility of the parents, among other more clinical situations linked to the treatment, such as swelling around the eye, retinal detachment, intraocular bleeding, weakening of the muscles that move the eye, eyelid drooping, and loss of eyelashes. Furthermore, caregivers often experience a range of emotions that can erode the child-caregiver bond. This underscores the necessity for effective interventions by the health team, which should include support, monitoring, and guidance.

Keywords: retinoblastoma; childhood; treatment; impact.

Resumen

Retinoblastoma (RB) es el tumor intraocular primario maligno más común de la infancia, que afecta, principalmente, a niños entre los dos y cinco años y puede afectar a bebés menores de un año de vida. El reflejo del ojo blanco, también conocido como leucocoria, es la señal más frecuente, seguido por el estrabismo. En ese proceso de descubrimiento oncológico infantil y juvenil, una serie de situaciones ocurren en la vida de los niños y sus familiares. Basado en esos matices, esa revisión narrativa objetivó revisar publicaciones acerca de las repercusiones del tratamiento de RB en la infancia. Para lograr ese objetivo, se realizó una revisión narrativa en los moldes descriptivo, exploratorio y cualitativo, adoptando como base de datos la Scientific Electronic Library Online (SciELO), la Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) y el PubMed. Se buscaron artículos de los últimos cinco años, y se han sido elegido para ese estudio nueve artículos. Ante la investigación, se evidenció de forma sucinta que el diagnóstico y el tratamiento del RB son eficaces en la vida del niño, trayendo un 95% de posibilidades de cura si se realiza precozmente. Sin embargo, las repercusiones de ese proceso pueden traer diversas situaciones en el niño, como miedo, angustia, alejamiento de actividades lúdicas, abandono escolar, miedo al percibir la fragilidad de los padres, entre otras situaciones más clínicas, como hinchazón alrededor del ojo, desprendimiento de retina, sangrado intraocular, debilitamiento de los músculos que mueven el ojo, caída del párpado y pérdida de pestañas. Además, los cuidadores también están involucrados en una mezcla de sentimientos que pueden debilitar la relación niño/cuidador, requiriendo una actuación efectiva del equipo de salud con el fin de ofrecer apoyo, seguimiento y orientación.

Palabras clave: retinoblastoma; infancia; tratamiento; impacto.