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PRESENÇA, VIRTUALIDADE E EMOÇÃO: PERSPECTIVAS TEMPORAIS EM TORNO DO BERGSONISMO

P. Zunino

2011 · DOI: 10.36311/1984-8900.2011.V3N05.4388
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Abstract

Este artigo examina a relacao entre subjetividade e vontade a luz de alguns resultados parciais obtidos em nossa pesquisa sobre a filosofia de Henri Bergson, cujo carro-chefe e a nocao de “duracao”. Pensar a subjetividade a partir da duracao significa admitir que a transicao ininterrupta que vai do passado para o futuro passando pelo presente e a temporalidade atuando no nivel mais simples de nossa relacao com o mundo. Destacamos a subjetividade a partir da duracao porque ja na percepcao estamos evocando o passado para iluminar o presente e, assim, podemos compreender o“problema” da subjetividade a partir de uma acao na qual se observa uma diferenca de funcoes: a diferenca entre o presente que atua e o passado que ja nao atua. Eprecisamente esse carater temporal da acao que leva os comentadores de Bergson a interpretarem de maneira original a genese da subjetividade, o papel da memoria napercepcao e a conceberem novos sentidos para o conceito de “vontade”. Por conseguinte, a estrutura argumentativa que adotamos neste texto devera mover-se em tres niveis de analise que correspondem, respectivamente, a tres aspectos da subjetividade humana (percepcao, memoria e vontade). Desse modo, pretendemos ressaltar a temporalidade viva como marca registrada do bergsonismo.