Participação e autonomia nos espaços interculturais de Saúde Indígena: reflexões a partir do sul do Brasil
Participação e autonomia nos espaços interculturais de Saúde Indígena: reflexões a partir do sul do Brasil
E. J. Langdon,Eliana Elisabeth Diehl
Abstract
A democratizacao das acoes e servicos de saude no Brasil, expressa no Sistema Unico de Saude (SUS) em 1990, tem como base novas relacoes entre estado e sociedade. Idealisticamente, os principios e as diretrizes do Sistema Unico de Saude, forjados ainda no Movimento de Reforma Sanitaria a partir de 1976, estabelecem o papel central do usuario e deslocam o eixo do poder das macroestruturas para os niveis locais e regionais, com a ampla participacao de todos os setores que compoem o cenario da saude. No caso indigena, o Subsistema de Atencao a Saude Indigena no âmbito do SUS foi implementado em 1999, face as historicas desigualdades e iniquidades vividas por esses povos no Brasil. Desde a implantacao do Subsistema, ha sete anos, sao poucas as reflexoes sobre os conceitos-chaves e sua praxis em contextos interculturais: atencao diferenciada, Agentes Indigenas de Saude e participacao e controle social. Esse artigo traz uma avaliacao do modelo de atencao a saude indigena com base nesses aspectos. A partir de pesquisas realizadas no sul do Brasil, especificamente no Estado de Santa Catarina e na experiencia de participacao em instâncias de controle social, buscamos contribuir para a avaliacao, que e exigua ate o momento.
