UPDF AI

memória do tráfico negreiro em Moçambique

Bernardino Cordeiro Feliciano,Eunísio Do Clério José Nhapossa

2024 · DOI: 10.69696/somanlu.v24i2.16909
Somanlu - Revista de Estudos Amazônicos · 0 Citations

Abstract

Sabe-se que a Educação Colonial em Moçambique combateu a integração dos Saberes locais, por considerar tradicionais e, portanto, atrasados, ao que comprometeriam o projeto do colonialismo português. Imediatamente pós-independência, a partir da reformulação do Sistema de Educação Colonial (SEC) à criação do Sistema Nacional de Educação (SNE), através da Lei 4/83, os Saberes locais ganharam significado, embora subtendido, na formação dos aluno/as. Em seguida, com a introdução da Lei 6/92 e a aprovação do Novo Currículo do Ensino Básico, em 2003 os Saberes locais sob designação de Currículo local, passaram a integrar parte das disciplinas curriculares e reservou-se 20% do tempo letivo na Disciplina de Ciências Sociais que decorria da 4ª-7ª Classes. Deste modo, o artigo busca analisar o tráfico negreiro nos portos de Inhambane, como saber local na Escola Primária 7 de Abril da Cidade de Inhambane.