Luso-chineses de Moçambique: fotografia e modernidade na Beira tardo-colonial
Luso-chineses de Moçambique: fotografia e modernidade na Beira tardo-colonial
Lorenzo Macagno
Abstract
Entre as décadas de 1940 e 1960, no litoral do atual Moçambique, a Beira era uma cidade em plena expansão urbana. Várias nacionalidades confluíam naquele importante porto do Oceano Índico: indo-paquistaneses, gregos, portugueses, britânicos e, sobretudo, chineses. Aprendendo a ocupar “seu lugar”, os chineses foram vistos pela administração portuguesa como bons cidadãos. A experiência dessa comunidade foi marcada por um diálogo profícuo com a fotografia, como diacrítico incontornável daquela modernidade tardo-colonial. O artigo explora, a partir desse contexto específico, as práticas e representações em torno à fotografia como configuradoras do habitus cultural e de classe dos luso-chineses.
