INCLASSIFICÁVEL PARQUE DAS RUÍNAS
INCLASSIFICÁVEL PARQUE DAS RUÍNAS
Clarisse Palma da Silva,Ruan Felipe Madela Lima
Abstract
O artigo propõe uma leitura da primeira parte de Parque das ruínas, seção de mesmo nome do livro de Marília Garcia, a partir de conceitos fundamentais da estética contemporânea, como a inespecificidade, transdisciplinaridade e a tensão entre autonomia e pós-autonomia. A obra de Garcia, marcada por seu caráter performático, diarístico e visual, ultrapassa as fronteiras tradicionais da poesia e gêneros literários, incorporando elementos do ensaio, da fotografia, do relato de experiência e da performance em um mesmo objeto. Com base nas teorias de Florencia Garramuño, Josefina Ludmer e Lionel Ruffel, o presente trabalho investiga como a obra tensiona as categorias de gênero literário, verdade e pertencimento. Ao final, defende-se que Parque das ruínas é uma manifestação paradigmática da literatura contemporânea brasileira e de suas transformações.
