IMPACTOS DO LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO NA QUALIDADE DE VIDA DAS MULHERES: UMA REVISÃO DE LITERATURA
IMPACTOS DO LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO NA QUALIDADE DE VIDA DAS MULHERES: UMA REVISÃO DE LITERATURA
A. B. D. Silva,Maria Tamires Vasconcelos Oliveira,7 Authors,Maria Gilzete Guimarães da Silva
Abstract
Introdução: O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica, que atinge múltiplos sistemas propiciando o desenvolvimento de manifestações clínicas. É uma patologia mais prevalente em mulheres, comumente diagnosticada durante a idade reprodutiva e necessitando de considerações específicas durante o tratamento. Objetivos: Analisar as singularidades do LES em mulheres, focando nas consequências em sua saúde integral. Metodologia: Trata- se de uma revisão de literatura, através da busca de dados realizadas nas bases SciELO, PubMed, SageJournals, BVS Brasil e ScienceDirect. Desse modo, foram utilizados 13 artigos nos idiomas de inglês e português, sendo selecionados entre os anos de 2007 e 2022. Resultados e Discussão: A maior incidência de LES em mulheres está relacionada a vários fatores, como os hormônios, que auxiliam na resposta imune humoral e na produção de autoanticorpos. Assim, observa-se que seu efeito tem relação com a terapia hormonal, visto que o uso na menopausa auxilia na prevenção de fraturas por osteoporose, entretanto, na ausência de sintomas não é aconselhado receitar estrogênio. Sobre os anticoncepcionais, é necessário averiguar a presença de anticorpo antifosfolípide, uma vez que proporciona risco de trombose, dessa maneira, recomenda-se o uso de contraceptivos não hormonais. Com relação a gravidez, o LES representa ameaças ao binômio materno-fetal, como pré-eclâmpsia, aborto, restrição de crescimento e prematuridade. Conclusão: Portanto, o LES desencadeia incapacidades ligadas a qualidade de vida das mulheres, sendo imprescindível cuidados na escolha de tratamentos hormonais, uso de métodos contraceptivos e acompanhamento pré-natal, visando evitar complicações.
