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Entre o corpo magro e o corpo gordo: representações, dicotomias e estigmatizações do corpo feminino

Kariani de Almeida Leite

2026 · DOI: 10.54033/cadpedv23n1-209
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Abstract

Este artigo discute as construções socioculturais do corpo feminino e analisa como estereótipos, discursos de magreza e práticas gordofóbicas moldam experiências corporais de mulheres em um grupo virtual no WhatsApp. A pesquisa qualitativa, de natureza exploratória, fundamentou-se nos Estudos Culturais e no conceito de representação de Stuart Hall. As entrevistas on-line foram realizadas com mulheres participantes da “Maratona da Beleza”, grupo criado no período pós-pandêmico com foco em hábitos saudáveis e apoio mútuo. Os resultados revelam que as participantes internalizam padrões estéticos associados à magreza, beleza e autocontrole, ao mesmo tempo em que vivenciam sentimentos de inadequação diante do corpo real. Observou-se que esses significados são intensificados por discursos midiáticos e pela circulação digital de imagens que reforçam hierarquias corporais. As práticas gordofóbicas, explícitas ou sutis, emergem como forma de regulação moral e social, influenciando autoestima, cuidado de si e modos de significar a saúde. Conclui-se que o corpo feminino é um território simbólico atravessado por tensões entre idealização e vivência concreta, e que reconhecer tais disputas é fundamental para ampliar perspectivas na Educação Física e na saúde coletiva, promovendo práticas mais inclusivas e sensíveis às diversidades corporais.