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DIABETES MELLITUS EM IDOSOS: PREVALÊNCIA E INCIDÊNCIA NO BRASIL

Márllon Cardoso Vieira Rocha,Handella Vitória Coelho Carneiro Costa,19 Authors,Letícia Bittencourt Amaral

2024 · DOI: 10.36557/2674-8169.2024v6n8p2418-2431
Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences · 5 Citations

Abstract

Introdução: O diabetes mellitus (DM) é uma doença metabólica crônica que afeta significativamente a população idosa no Brasil, cuja prevalência tem aumentado devido ao envelhecimento populacional e mudanças nos estilos de vida. Este estudo visa revisar criticamente a literatura sobre a prevalência e incidência de DM entre os idosos no Brasil. Metodologia: Realizou-se uma revisão bibliográfica narrativa com base em artigos científicos disponíveis nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Google Scholar, abrangendo o período de 2014 a 2024. Foram incluídos estudos que abordavam a prevalência e incidência de DM em idosos no Brasil, excluindo-se publicações fora do escopo e duplicadas. A análise dos dados foi qualitativa, com foco em identificar tendências e variações regionais. Resultados: A prevalência de DM entre idosos no Brasil aumentou de 19,9% em 2014 para 24,3% em 2024. As regiões Sul e Sudeste apresentaram as maiores taxas de prevalência, em torno de 25%, enquanto Norte e Nordeste mostraram taxas mais baixas, entre 15% e 20%. A incidência anual de DM entre idosos é de cerca de 3%, com um aumento notável em áreas urbanas. Discussão: O crescimento da prevalência e incidência de DM está relacionado ao envelhecimento populacional e a mudanças no estilo de vida, como aumento do sedentarismo e dietas inadequadas. As variações regionais destacam a necessidade de políticas públicas adaptadas às especificidades locais. O manejo do DM em idosos é complexo, exigindo abordagens multidisciplinares e uma ênfase na educação em saúde para melhorar a adesão ao tratamento e reduzir complicações. Conclusão: O aumento da prevalência e incidência de diabetes mellitus entre idosos no Brasil evidencia a urgência de políticas públicas eficazes e intervenções direcionadas para a prevenção e controle da doença. É fundamental fortalecer a atenção primária à saúde e promover a educação em saúde para enfrentar o desafio crescente e melhorar a qualidade de vida dos idosos.