APLICAÇÃO DOS CRITÉRIOS DA CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL LEED EM UMA HABITAÇÃO DE MERCADO POPULAR
APLICAÇÃO DOS CRITÉRIOS DA CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL LEED EM UMA HABITAÇÃO DE MERCADO POPULAR
Giovanna Parisi Cabeça Santos,William Marques Pereira,Altem Nascimento Pontes
Abstract
A partir da intensificação das mudanças climáticas em escala mundial, a arquitetura pode contribuir na mitigação dos impactos ambientais a partir de construções mais sustentáveis. Nesse sentido, o artigo objetiva estudar a aplicação dos critérios da certificação ambiental Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) - que consiste numa certificação destinada às construções sustentáveis, concebida e concedida por uma organização norte-americana - a um projeto de Habitação de Mercado Popular, elaborado pela própria autora, na cidade de Belém do Pará. Em termos metodológicos, a pesquisa foi bibliográfica, em que foram considerados livros, capítulos de livro, sites de órgãos governamentais e artigos científicos qualificados. Ao longo do desenvolvimento do presente projeto, foram consideradas diversas técnicas que têm em seu escopo a sustentabilidade nas construções, sendo a principal delas a de Desenvolvimento de Baixo Impacto. Na perspectiva de avaliação do projeto, foi empregado a tabela oferecida pelo selo LEED, além de empregados dois softwares, o Flow Design e o Velux Daylight. O primeiro avalia a ventilação ao simular um túnel de vento virtual para visualizar o fluxo de ar dentro e em torno de edificações. Já o segundo, foi utilizado para averiguar o desempenho no que concerne ao acesso à iluminação natural. Ademais, por meio do checklist dos critérios, estima-se que a proposta projetual é capaz de atender aos parâmetros exigidos para o nível Gold da certificação LEED ao atender 21 dos 45 requisitos não obrigatórios e atingir 63 pontos, inclusive o requisito de produzir uma energia renovável e assim otimizar o consumo energético da residência. Sendo assim, tais estratégias, ainda pouco exploradas no Brasil, podem trazer benefícios tanto ambientalmente, visando a diminuição do uso de recursos naturais e de geração de poluentes, assim como possíveis economias financeiras e melhoria na qualidade de vida da população usuária da arquitetura sustentável.
