A relevância da afetividade na interrelação professor-aluno no processo de aprendizagem
A relevância da afetividade na interrelação professor-aluno no processo de aprendizagem
José Leonardo Diniz de Melo Santos,H. M. Ferreira,8 Authors,Ana Beatriz Do Carmo
Abstract
A pesquisa teve como objetivo analisar os aspectos emocionais da interação professor-aluno no contexto do processo de aprendizagem, fundamentando-se em referenciais teóricos-metodológicos elaborados a partir das contribuições de diversos autores, especialmente no campo da psicologia. Lev Vygotsky e Henri Wallon emergem como figuras centrais, oferecendo discussões cruciais sobre desenvolvimento e aprendizagem. No âmbito educacional, as reflexões críticas de Paulo Freire, particularmente sua crítica à educação bancária, também são consideradas. As bases teóricas de Wallon (1971) e Vygotsky (1984) enfatizam a importância da interação social nos processos de aprendizado. Para Vygotsky (1991), a aprendizagem é um constructo elaborado pelas recombinações realizadas pelo sujeito ativo nos contextos culturais e de conhecimento. Wallon (1971), por sua vez, destaca que as expressões do sujeito, como gestos e até mesmo a respiração descompassada, podem ser observadas e identificadas no processo de aprendizagem. Freire (1987) ressalta a necessidade de o sujeito questionar o conteúdo ensinado para encontrar significado no aprendizado, promovendo uma educação mais dialogante e participativa. Esta pesquisa investigou também as características da interação professor-aluno e os aspectos emocionais envolvidos no processo de aprendizagem. A motivação do aluno em sala de aula foi particularmente destacada, buscando relacioná-la com os aspectos interacionais. Os resultados deste estudo ofereceram insights valiosos sobre a relação dos alunos com a escola e evidenciaram o impacto dos sentimentos e motivações no processo educacional. Este estudo proporciona uma oportunidade para repensar os modelos educacionais existentes, que muitas vezes são caracterizados por uma abordagem pouco dialógica, silenciadora e carente de participação, abrindo assim novos horizontes para o campo educacional.
