A CRÍTICA DA MODERNIDADE EM KNULP, DE HERMANN HESSE
A CRÍTICA DA MODERNIDADE EM KNULP, DE HERMANN HESSE
Gabriel Wirz Leite
Abstract
A partir das concepções de modernidade apresentadas por teóricos como Walter Benjamin, Néstor Canclini e Anthony Giddens, e dos desdobramentos contemporâneos apontados por Byung-Chul Han em A sociedade do cansaço (2015), argumenta-se neste trabalho sobre como o escritor suíço Hermann Hesse articula uma crítica do projeto moderno em seu romance Knulp, publicado pela primeira vez em 1949. Enquanto a modernidade difundiu um discurso de individualismo atrelado a uma subjugação à sociedade de mercado, que teve como corolário a reificação dos seres humanos, Hesse apresenta em seu livro um protagonista que caminha contra a corrente do ethos moderno, como será apresentado neste texto.
