POR QUE TODA A SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA DEVERIA ALCANÇAR ‘NÍVEIS DE PODER CIDADÃO’ NA PARTICIPAÇÃO DA DEFINIÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS DE QUALIDADE?
POR QUE TODA A SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA DEVERIA ALCANÇAR ‘NÍVEIS DE PODER CIDADÃO’ NA PARTICIPAÇÃO DA DEFINIÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS DE QUALIDADE?
Ery Jardim,Cláudio André Dierings,H. Jung
Abstract
As políticas públicas devem promover uma educação mais inclusiva, sensível à diversidade cultural e social, superando visões não centradas no bem-estar humano e na promoção do desenvolvimento integral. A colaboração entre atores da sociedade civil organizada e governos que investem em educação é fundamental aos avanços propostos pela UNESCO e ONU. Este ensaio orienta-se pela ecologia dos saberes, proposta por Boaventura Santos (2009) e projeta-se no envolvimento da sociedade civil organizada em oito degraus da escada de participação proposta por Sherry R. Arnstein (1969): manipulação, terapia, informação, consulta, envolvimento, compartilhamento, delegação e controle das políticas públicas. O objetivo consiste em explorar como a sociedade civil organizada, sobretudo grupos menos favorecidos, deveriam apropriar-se das políticas públicas para promover uma ecologia dos saberes. O método da construção da resposta a esta pergunta foi baseado na Análise Crítica do Discurso de Norman Fairclough (2013). Os resultados apontam que a participação ativa da sociedade civil organizada é força essencial à construção de políticas públicas abrangentes, justas e eficazes. É necessário um esforço conjunto de governos, instituições e sociedade civil para promover uma abordagem inclusiva e participativa, garantindo que as políticas públicas reflitam a diversidade e necessidades das comunidades.
