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Modelagem Espacial das Ilhas de Calor Urbano na Cidade de Campina Grande (Brasil – Paraíba)

C. Machado,Maria Sena,2 Authors,Cleber Salimon

2025 · DOI: 10.26848/rbgf.v18.05.p3806-3822
Revista Brasileira de Geografia Física · 0 Citations

Abstract

Os últimos relatórios do IPCC apontam que mais de dois terços da população mundial viverão em áreas urbanas até 2050. Um dos principais problemas ambientais dessas áreas são as ilhas de calor urbanas (ICU), que trazem consequências negativas, como degradação ambiental, desbalanceamento hidroclimático e desconforto térmico. Em Campina Grande (PB), a urbanização acelerada e desordenada, impulsionada pelo desenvolvimento industrial e educacional, tem intensificado o fenômeno das ICU. Objetivou-se com esse trabalho observar as mudanças do uso e cobertura da terra dessa cidade e verificar seus impactos sobre a temperatura da superfície, a quantidade de biomassa verde e a umidade. Também se objetivou identificar os padrões espaciais da temperatura da superfície e identificar seus principais preditores. Para obtenção das temperaturas e dos índices, usaram-se oito imagens da série Landsat, entre 1984 e 2023. As mudanças do uso e cobertura foram observadas a partir do MAPBIOMAS. Ao longo dos 40 anos em análise, a substituição das formações naturais e pasto por infraestruturas artificiais resultou na diminuição da umidade e da quantidade de biomassa verde e a um aumento progressivo da temperatura da superfície. A urbanização foi a preditora mais importante para explicar o aumento da temperatura da superfície em Campina Grande, enquanto as variações da precipitação acumulada e da temperatura do ar tiveram um impacto menor. Observou-se o deslocamento das ICU para as Zonas Sul e Oeste da cidade, áreas com grande quantidade de loteamentos, o que torna urgente a implementação de medidas de mitigação, como políticas de uso de materiais refletivos.