UPDF AI

Impactos da pandemia de COVID-19 nas características epidemiológicas da dengue no Estado do Tocantins de 2018 a 2024: um estudo ecológico

Márllon de Sousa Rêis,P. Soares,3 Authors,Â. Balduíno

2025 · DOI: 10.55905/rdelosv18.n68-027
0 Citations

Abstract

O Estado do Tocantins, integrante da Amazônia Legal, apresenta características que favorecem a ocorrência da dengue. Entre 2020 e 2022, com a pandemia de COVID-19, surgiram questionamentos sobre possíveis impactos na notificação e diagnóstico da doença. Este estudo analisou dados do SINAN NET referentes aos períodos pré-pandêmico, pandêmico e pós-pandêmico, considerando variáveis como número de casos notificados e confirmados, município, ano, sexo, raça, faixa etária e óbitos. Por se tratar de dados secundários, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa. Observou-se variação considerável na incidência da dengue, com picos em 2019 e 2022. Durante os anos críticos da pandemia, houve redução expressiva nas notificações, possivelmente devido à sobrecarga dos serviços de saúde e à subnotificação. As 10 cidades com mais casos estão distribuídas em quase todas as regiões de saúde, evidenciando ampla disseminação. Palmas concentra quase metade das notificações, destacando-se como ponto crítico. Quanto às variáveis sociodemográficas, não foram identificadas alterações relevantes. Conclui-se que a pandemia influenciou principalmente na quantidade de notificações e confirmações, sem alterar o perfil epidemiológico quanto a sexo, raça e faixa etária. Reforça-se o caráter endêmico da dengue no estado e a necessidade de ações contínuas e coordenadas para seu controle.