A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE EM “UM RIO CHAMADO TEMPO, UMA CASA CHAMADA TERRA”, DE MIA COUTO
A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE EM “UM RIO CHAMADO TEMPO, UMA CASA CHAMADA TERRA”, DE MIA COUTO
Ana Elizabeth Rodrigues de Freitas
Abstract
Este artigo tem por objetivo a análise do romance – Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra (2003), do escritor moçambicano Mia Couto, à luz do conceito de identidade. Este romance traz uma narrativa contextualizada no pós-colonialismo em Moçambique e o enraizamento da tradição oral, numa saga familiar, escrita em linguagem poética. Neste artigo a identidade do narrador personagem será analisada, mediante a trajetória no romance, dialogando com autores cujo trabalho está relacionado ao tema abordado, como Homi k. Bhabha e Stuart Hall, para fundamentar a identidade adquirida e transformada ao longo do contexto abordado. Constatando como a ancestralidade e o sagrado está inserido na tradição africana, passada de geração a geração através da oralidade.
