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Hesitação vacinal entre trabalhadores de saúde da atenção primária de Campo Grande, após a pandemia de covid-19

Danilo dos Santos Conrado,Simony Portela do Carmo Drumond,3 Autores,Everton Falcão de Oliveira

2025 · DOI: 10.1590/s2237-96222025v34e20240481.pt
Epidemiologia e Serviços de Saúde · 0 Citações

Resumo

Resumo Objetivo Analisar a hesitação vacinal entre trabalhadores da atenção primária à saúde, incluindo os fatores associados a ela. Métodos Estudo descritivo transversal realizado entre novembro de 2022 a agosto de 2023 na cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, por meio da aplicação de um questionário sobre hesitação vacinal proposto pela Organização Mundial da Saúde. A associação da hesitação vacinal com as variáveis sociodemográficas e percepções dos trabalhadores foi verificada por análise bivariada e com múltiplas variáveis. Resultados A hesitação vacinal foi observada em 32,7% dos entrevistados, com maior frequência após o início da pandemia de covid-19 (64,9%). A vacina contra o coronavírus-19 teve a maior frequência hesitação (68,4%). Médicos e enfermeiros foram os menos hesitantes, enquanto os agentes comunitários foram os mais hesitantes. Acreditar na existência de razões para que as pessoas não se vacinem foi associado a hesitação vacinal (odds ratio ajustada (OR)) 3,01; intervalo de confiança de 95% (IC95%) (IC95% 1,60; 5,71). Por outro lado, receber orientação institucional para se vacinar (OR 0,30; IC95% 0,11; 0,78) e acreditar que a hesitação afeta a cobertura vacinal da população (OR 0,46; IC95% 0,25; 0,83) foram fatores associados com a baixa frequência de hesitação. Conclusão A hesitação vacinal foi frequente entre os profissionais da atenção primária. A pandemia de covid-19 e a infodemia que se seguiu a ela parece ter contribuído para a situação. Destaca-se a necessidade de intervenções voltadas para esses trabalhadores de modo a impactar a cobertura vacinal da população geral.